terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A Decadência da Arte da Teledramaturgia.

Posso afirmar com tranqüilidade que a qualidade da teledramaturgia decaiu muito de alguns anos para cá. Isso porque a audiência dos atuais folhetins não está mais satisfazendo as emissoras. Mas qual será a explicação para esse desinteresse? Será que os autores não sabem mais o que o povo quer assistir? As tramas atuais estão realmente sem nenhum atrativo? Isso pode ter uma explicação mais complexa do que se imagina. Posso começar falando que o perfil do público mudou muito, e a teledramaturgia ainda não soube se adequar a essa nova demanda. Um bom exemplo disso é como não consideramos novelas atuais quando nos questionam qual foi a melhor novela de todos os tempos. Normalmente respondemos que foi uma dos anos 80 ou 90, no máximo. Porém, estamos falando da era pré-internet, tempos em que TV por assinatura era luxo para poucos. Assim, era uma época em que não havia muitas opções de entretenimento além da televisão. Atualmente, séries americanas nos canais fechados, vídeos online, sites de relacionamento e outros tantos atrativos tecnológicos disputam o espaço que antes era exclusivo da TV aberta. Graças a todas as opções que temos hoje em dia, o telespectador do século 21 é mais exigente. Porém, não podemos dizer que a internet aboliu as telenovelas, pois podemos ver uma enorme variedade de capítulos de novelas em sites de vídeos, muitas comunidades sobre telenovelas em sites de relacionamento.

Portanto, as telenovelas podem sim andar juntas com a internet. Por exemplo, se eu perco um capítulo de uma novela, eu procuro na internet o vídeo do capítulo, o que não é difícil de achar. Também podemos discutir sobre os capítulos interessantes das novelas em sites de relacionamento. Ou ainda conversar sobre as novelas antigas, e até assistir episódios daquela novela que passou há décadas, mas ainda está viva na memória dos telespectadores.

É verdade que a tecnologia pode prejudicar a hegemonia de televisão, mas também pode contribuir para o avanço das transmissões. Atualmente, estreou no Brasil a transmissão de sinal digital, com um sinal muito mais forte e definido, o que ajuda no entendimento das histórias e ajuda na divulgação dos programas, pois não adianta ter uma excelente equipe de atores e escritores ótimos sem ter uma boa transmissão.

Mesmo que a Internet concorra com a televisão na preferência da população, ainda assim vai perder, pois está na cultura do brasileiro apreciar as telenovelas e já ficou claro que a televisão, assim como o carnaval e o samba, podem ser considerados “patrimônios históricos culturais brasileiro”.

Porém, as novelas estão começando a perder espaço para um outro tipo de dramaturgia, chamada seriados. Esses seriados começaram a ganhar espaço com a chamada democratização das TVs pos assinatura, pois antigamente o acesso a esse tipo de entretenimento era quase impossível para a maior parte da população brasileira.

Agora, o brasileiro pode ter acesso a uma gama muito maior de cultura pela televisão do que há 20 anos, pois a acessibilidade a cultura está diretamente ligada a televisão.

Entretanto, é preciso avaliar a qualidade da cultura oferecida para os brasileiros, pois na maior parte das vezes o entretenimento é com pouco baixo nível cultural utilizável, um conhecimento completamente desprazível para a sociedade.

Contudo, para finalizar, penso que a televisão brasileira tem muito que melhorar para ser considerada de qualidade, mas se escolhermos bons programas com um conteúdo considerado educativo, podemos melhor o nosso nível cultural, começando pelos temas das telenovelas que, atualmente, são completamente fúteis e sem cultura.

O Livro do Ano!

Estreou no dia 20 de novembro no Brasil o mais novo livro do autor americano Dan Brown, “The Lost Symbol”, no Brasil chamado “O Símbolo Perdido”. Mais uma vez, o livro conta uma história sobre o personagem Robert Langdon, simbologista da Universidade de Harvard tem que solucionar enigmas históricos em cultíssimo tempo. Nesse livro, Robert convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon, eminente maçom e filantropo, a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana (o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian). Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio.

Dês de o primeiro dos três livros de Dan Brown que têm Robert como principal personagem, as histórias são polêmicas, por tratarem de assuntos religiosos e de grandes fraternidades, por isso os livros de Dan Brown são mal vistos por lideres religiosos e membros de irmandades poderosos. Um bom exemplo dessa polêmica sobre o autor é o livro “O código Da’Vinci”, que trata do catolicismo, e põe “em cheque” dois mil anos da crença católica.

Talvez toda essa polêmica seja derivada do fato de Dan Brown Não ter “papas na língua”, como dizem outros autores de livros. Mas o fato é que Dan Brown gosta de mexer com coisas grandiosas, gosta de criar polêmica, pois é essa polêmica que alavancou a sua carreira e troce seu nome para a mídia, além de ser um excelente marketing para seus livros.

De fato, os livros de Dan Brown são muito bem vendidos, com tiragens altíssimas. Porém, isso também se deve ao excepcional talento do escritor, que consegue prender o leitor até o final do livro, e deixa-lo com gostinho de “quero mais”. Por esse motivo, os livros anteriores de Dan Brown que contam as histórias de Robert Langdon viraram filmes, o que acontecerá com “O Símbolo Perdido”, pois seus direitos visuais já foram vendidos para a indústria cinematográfica.